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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

TRAGÉDIA EM SAPUCAIA DEIXA MORTOS DEVIDO AS CHUVAS E DESLIZAMENTO DE TERRA

Defesa Civil vai retomar, na manhã desta terça-feira (10), as buscas por sobreviventes do deslizamento de terra que atingiu pelo menos oito casas no distrito de Jamapará, em Sapucaia, no Centro-Sul Fluminense. Não chove na região nesta manhã. Geradores de energia foram usados durante a noite para facilitar o trabalho das equipes, que permaneceram no local até a madrugada.
Até o início da noite de segunda-feira (9), a Defesa Civil registrou onze mortes na região, sendo nove em Jamapará e uma em decorrência do desabamento de uma casa em outra parte da localidade. Ao todo, são seis adultos e duas crianças, ainda de acordo com a Defesa Civil.
Os corpos estão sendo levados para a 109ª DP (Sapucaia) e de lá serão transportados para o Instituto Médico Legal de Três Rios.
Ainda segundo a Defesa Civil, um novo deslizamento de terra ocorreu no meio da tarde de segunda-feira a cerca de 200 metros de onde ocorreu a primeira queda de barreiras. Mas não houve vítimas e nenhuma casa foi atingida.
A Defesa Civil estadual avalia a possibilidade de haver pelo menos 20 pessoas desaparecidas após o deslizamento. Já segundo o coordenador de Defesa Civil de Sapucaia, Marco Antônio Teixeira Francisco, ao menos 12 pessoas seguem desaparecidas, além dos mortos já encontrados.
Posto médico montado em igreja
A Secretaria estadual de Saúde montou um mini posto de atendimento médico na igreja de Jamapará, perto do local onde ocorreu o mais grave deslizamento de Sapucaia. Além do posto, um Ciep da localidade também está dando suporte aos moradores da região, recebendo os desabrigados.
A lista de cadastrados no Programa Saúde da Família vai complementar as informações de moradores para que seja criada uma lista unificada de desaparecidos.
Deslizamento em Sumidouro
Um deslizamento de terra atingiu duas casas em Sumidouro, na Região Serrana do Rio de Janeiro, na segunda-feira (9). De acordo com o coronel Aluísio Alves Silva, da Defesa Civil do município, 15 pessoas estavam no local, mas ninguém ficou ferido.
Ainda de acordo com o coronel, o deslizamento ocorreu às 3h desta segunda-feira no bairro chamado Venda da Ponte. Os moradores das duas casas estavam dormindo, mas conseguiram escapar. As residências ficaram parcialmente destruídas.
No Rio de Janeiro, as chuvas deste começo de ano levaram sete municípios das regiões Norte e Noroeste a decretar situação de emergência após as enchentes. Balanço divulgado no domingo (8) pela Secretaria de Estado da Defesa Civil incluía as cidades de Laje do Muriaé, Santo Antônio de Pádua, Itaperuna, Italva, Cardoso Moreira, Miracema e Aperibé.
Na segunda, o secretário estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, disse que cidades do Noroeste Fluminense cortadas pelo Rio Muriaé receberão três desvios de excesso de água e uma barragem. Na quinta (5), um trecho da BR-356, que servia como dique para as águas do Rio Muriaé, desmoronou, provocando a inundação da localidade de Três Vendas, em Campos.
No fim da tarde de domingo (8), um dique se rompeu na localidade de Outeiro, no município de Cardoso Moreira, no Norte Fluminense. Cerca de 900 pessoas que vivem lá deverão ficar desalojadas pela invasão das águas do Córrego da Onça.
Defesa Civil procura por corpos ou sobreviventes
Deslizamento
Em Sapucaia, que não estava na lista de cidades em emergência e não tinha registrado ocorrências por causa das chuvas, sete casas foram atingidas pelo deslizamento. O acidente ocorreu na madrugada desta segunda no km 108 da BR-393. A área afetada fica no distrito de Jamapará.
Uma família que tentou fugir do desabamento de terra no distrito de Jamapará se abrigando dentro de um Fusca acabou soterrada e está entre os desaparecidos em Sapucaia, segundo o secretário de comunicação do município, Sérgio Campante. "Eles fugiram de casa, que foi parcialmente atingida e se abrigaram dentro de um Fusca, mas o veículo foi atingido e a família foi soterrada", afirmou Campante. Pelo menos 11 pessoas morreram ontem na divisa dos estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais por causa das chuvas.
Defesa Civil no resgate das vítimas
Até o início da noite, no município fluminense, bombeiros buscavam 15 pessoas desaparecidas em meio a imensas pedras, lama e escombro de nove casas destruídas.
O caso mais dramático é de uma família que abandonou sua casa com medo dos deslizamentos e tentou escapar de carro. O veículo, um fusca, foi soterrado e a casa ficou intacta, apesar de todo seu entorno ter sofrido deslizamentos. Até o início da noite de ontem, os bombeiros ainda não haviam encontrado os cinco familiares.
Em Além Paraíba, um homem de 50 anos foi soterrado quando sua casa foi atingida pelo deslizamento de uma encosta, segundo a Polícia Militar mineira.
Deslizamento de terra e pedras atingiu oito casas em Jamapará, 
distrito de Sapucaia.
Governo terá força tarefa para tragédias
Atropelado pela sucessão de tragédias, o governo federal anunciou ontem a criação de uma força-tarefa formada por geólogos do Serviço Geológico do Brasil e hidrólogos da Agência Nacional de Águas (ANA) para atuar nas regiões mais atingidas pelas fortes chuvas que castigam o País. O objetivo do grupo é identificar as áreas sujeitas a deslizamentos e inundações em três estados: Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.
O governo escalou os ministros Gleisi Hoffmann (Casa Civil), Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional), Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia), Alexandre Padilha (Saúde) e Paulo Sérgio Passos (Transportes) para tratar do assunto com a presidente Dilma Rousseff. Segundo Mercadante, 2,5 milhões de pessoas já foram afetadas pelas chuvas.




2 comentários:

  1. INFORMO PARA OS DEVIDOS FINS QUE, A SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE E ASSISTÊNCIA SOCIAL DE SAPUCAIA, PRESTAM SERVIÇOS DA MAIS ALTA RELEVÂNCIA, A FIM DE ATENDER E ASSISTIR ÀS FAMÍLIAS ABAIXO DA LINHA DA POBREZA DE JAMAPARÁ, MINIMIZANDO O SOFRIMENTO DOS MUNÍCIPES EM QUESTÃO.

    ANDERSON DIAS DA SILVA

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  2. Anderson, este é um dever de todos os governantes, não só de Sapucaia, mais das esferas Estaduais e Federais pois tragédias não conhece limites ou fronteiras. Parabéns se este trabalho é realizado com esta relevância que você nos reporta. Fica aqui a minha dor e lástima pelo ocorrido em seu município, e coloco o blog à disposição da Prefeitura para divulgar qualquer nota a respeito do ocorrido. Pois muitas pessoas que estão fora do Brasil acompanham e compartilham de as matérias publicadas aqui.

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