Esta foto foi escolhida pela BBC 28 de setembro, 2012 como uma das 20 mais bonitas

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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

ENCHENTES HISTÓRICAS NO BRASIL

250 MORTOS NO RIO DE JANEIRO (1966)
O temporal do dia 02 de janeiro de 1966 ficou marcado na lembrança da população carioca que residia no estado naquela época. Uma devastadora enchente e deslizamentos provocaram a morte de 250 pessoas e deixaram mais de 50 mil desabrigados. Como se não bastasse toda destruição causada pelas chuvas, na época, acorreu uma epidemia de leptospirose que infectou mais de 70 vítimas. O volume de chuvas na Região Metropolitana foi recorde até aquela data. Perdi familiares nesta tragédia!
 436 MORTOS EM CARAGUATATUBA, SÃO PAULO (1967)
A maior tragédia natural ocorrida no Brasil (antes da que aconteceu ano passado na Região Serrana Fluminense) foi a dia 18 de março  de 1967, em Caraguatatuba, litoral de São Paulo. As chuvas provocaram deslizamento de terra e queda de arvores. Muitas residências, lojas e rodovias foram inundadas pela enchente. A situação foi tão caótica que a comunicação só foi possível no dia seguinte.
300 CORPOS E MILHARES DE DESAPARECIDOS NA SERRA DAS ARARAS, NO RIO DE JANEIRO (1967)
Uma tragédia de ordem natural mudou a paisagem da Serra das Araras, no Rio. O motivo da transformação deve-se a tempestade assustadora que aconteceu no dia 23 de janeiro de 1967, por volta das 23h30.
A força da agua foi tão imensa que provocou o desabamento de barreiras. A terra desceu com tanta velocidade e pressão que casas e os carros, ônibus caminhonetes e caminhões que transitavam pela Rodovia Presidente Dutra, que liga o Rio a São Paulo, foram arrastados.
Varias crateras se abriram na Rodovia, que literalmente desapareceu do mapa ficando interditada numa extensão de 05 km por três meses.
Uma contagem precisa, dos mortos não foi veiculada pela imprensa da época, devido à falta de recursos e dificuldade de acesso. Sabe-se que apenas 300 corpos foram resgatados. Devido a gravidade do desastre, acredita-se que 1,5 mil pessoas tenham falecido. Em 1973, um estudo divulgou que em apenas três horas e meia caiu sobre a região 275 milímetros de agua das chuvas o que denominamos “tromba d’água”.
246 MORTOS EM MINAS GERAIS (1979)
No ano de 1979, entre janeiro e fevereiro, Minas Gerais foi vítima de uma longa enxurrada que durou mais de 35 dias, a pior até então presenciada pelos mineiros. No total 37 cidades inundadas, milhares de desabrigados e 246 mortes.
300 MORTOS NO RIO DE JANEIRO (1988)
Um temporal de apenas 30 minutos, em 18 de fevereiro de 1988, provocou enchentes em vias de bastante fluxo na Capital do estado, como a Av. Brasil, e gerou ainda deslizamentos de encostas. Em todo o estado, as chuvas causaram 300 óbitos. Apenas em Petrópolis, foram 170 mortes em desabamentos e 600 desabrigados.
59 MORTOS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (1996)
O mês de fevereiro de 1996 ficou marcado por outra forte chuva que alagou todo o Estado do Rio de Janeiro. O resultado desta tragédia foram 55 mortos na capital e 04 no interior, e 2 500 desabrigados.
82 MORTOS EM MINAS GERAIS (1997)
Em janeiro de 1997, uma forte chuva atingiu todo o Estado de Minas Gerais, provocando 82 mortes, danificando cerca de 11.750 residências, destruindo 1.887 e prejudicando 175 municípios.
43 MORTOS NO RIO DE JANEIRO (2001)
Entre 22 e 24 de dezembro de 2001, apenas na cidade de Petrópolis, as chuvas provocaram 28 mortes. Além disso, a BR 040, estrada a que liga ao município do Rio, foi interditada. No Estado do Rio, foram contabilizados 43 vitimas fatais.
88 MORTOS NO RIO DE JANEIRO (2002)
Entre janeiro e fevereiro de 2002, faleceram 88 pessoas no Rio. As cidades mais prejudicadas foram, Angra dos Reis, Teresópolis e Petrópolis, nestas 03 cidades 52 pessoas morreram, as outras vítimas foram em outras regiões do estado.
104 MORTOS NO NORDESTE BRASILEIRO (2004)
No primeiro semestre de 2004, foram registrados 104 óbitos na Região Nordeste do país, devido a enxurradas. A situação mais grave foi registrada na Paraíba, onde 33 pessoas vieram a falecer por motivos de fortes chuvas.
29 MORTOS NO RIO DE JANEIRO (2007)
Em janeiro de 2007, foram contabilizados 29 mortes no Rio de Janeiro por causa de fortes chuvas,. Novamente a cidade de Nova Friburgo foi uma das mais atingidas. Doze municípios ficaram “ilhados”, sendo sete na região Serrana. Mais de 12 mil pessoas tiveram que abandonar suas casas para se proteger.
135 MORTOS EM SANTA CATARINA (2008)
Uma catástrofe natural aconteceu em Santa Catarina, no dia 22 de novembro de 2008, mobilizando milhares de pessoas em todo o país. A tragédia afetou grande parte do Estado, principalmente no Vale do Itajaí, onde os rios Itajaí-Açu e Itajaí-Mirim transbordaram. As cidades mais atingidas foram Blumenau, Gaspar e Itajaí. No total, foram contabilizados 135 mortos e cerca de 30 mil desalojados e desabrigados.
Tragédia em Santa Catarina
 DESTRUIÇÃO NO NORTE E NORDESTE BRASILEIRO (2009)
O mês de abril de 2009 foi marcado por muitas chuvas que causaram destruição nos estados do Norte e Nordeste. Maranhão e Piauí foram os mais afetados, com muitos desabrigados e desalojados. As forte chuvas abriram crateras em seis rodovias. Até a data da tragédia, faziam 24 anos que não havia um mês de abril tão chuvoso para os moradores de São Luís.
78 MORTOS EM SÃO PAULO (2010)
O interior de São Paulo sentiu a fúria da natureza com as chuvas no começo de 2010. A cidade de São Luiz do Paraitinga foi muito castigada pelas chuvas, o rio Paraitinga transbordou, destruindo grande parte do patrimônio histórico da cidade. Não houve vitimas, mais foi decretado situação de emergência, principalmente, em Cunha onde seis faleceram.
Mas a tragédia não foi apenas no interior, na capital também houve vitimas fatais. De acordo com a Defesa Civil do Estado, de dezembro de 2009 a março de 2010, foi divulgado o numero total de 78 óbitos devido nãos temporais.
53 MORTOS NO NORDESTE (2010)
Em junho de 2010, a região Nordeste também foi afetada pelas enchentes. Em Pernambuco, foram registrados 19 falecimentos e, em Alagoas 34.
53 MORTOS NA VIRADA DO ANO NO RIO DE JANEIRO (2010)
Desde de dezembro de 2009, os temporais típicos da época de verão vêm trazendo muitos prejuízos aos moradores do Rio de Janeiro. A baixada Fluminense é a primeira a sofrer as consequências das cheias.
No réveillon 2009/2010, os moradores do litoral carioca tiveram uma surpresa desagradável, queda de barreiras provocaram a morte de 53 pessoas em  Angra dos Reis e na Ilha do Bananal (Ilha Grande).
166 MORTOS NO RIO DE JANEIRO (2010)
A chuva continuou fazendo estragos no Estado do Rio, sendo que, desta vez na Capital. Em abril a partir da noite de segunda-feira (05), um forte temporal surpreendeu os que retornavam para casa após o trabalho. A chuva continuou forte por toda a madrugada e persistiu por varias horas na terça-feira dia 06.
O volume de água foi tão assustador que, de acordo com os dados divulgados pela prefeitura, foram 288 milímetros de precipitação em menos de 24 horas. A forte chuva destruiu encostas no Rio e em munícipios vizinhos, fazendo vítimas e deixando muitos sem ter onde morar. Foi o maior já temporal registrado na capital fluminense até então. Na chuva que se abateu sobre a cidade em 1966, choveu 245 milímetros em um dia, já em 1988, foram 230 milímetros, em 1996, 201 milímetros.
Uma semana depois, na cidade de Niterói, Região Metropolitana do Rio, a situação foi ainda mais grave, muitos bairros foram destruídos e o Morro do Bumba foi um dos lugares mais prejudicados. No local, o número de mortos foi superior a 40 e centenas de casas ficaram destruídas. No total, o numero de vítimas fatais chegou a 166.
Morro do Bumba, após a destruição
 MORTOS E DESABRIGADOS EM SÃO PAULO (2011)
O inicio do ano de 2011 foi marcado por fortes chuvas que desabaram sobre a capital paulista e o interior do Estado. As intensas chuvas insistiram em castigar o Estado de são Paulo por vários dias. As consequências: vários pontos de alagamentos, muitos desabrigados, desalojados e mortos.
902 MORTOS NO RIO DE JANEIRO (2011)
O inicio de 2011 foi marcado por fortes chuvas que se abateram sobre a região Serrana do Estado do Rio de Janeiro. Uma chuva forte equivalente a todo mês de precipitação, mas que caiu num único dia, afetou milhares de moradores na noite de 11 de janeiro ocasionando 902 mortes milhares de desabrigados ou desalojados, vitimas da chuva. Em Nova Friburgo, 426 mortos. A cidade de Teresópolis - a segunda mais castigada - contabiliza 379 vítimas. O distrito de Itaipava, no município de Petrópolis 71 mortos; Sumidouro o maior produtor de verduras e legumes do Rio, 21 mortos; São José do Vale do Rio Preto, quatro; e Bom Jardim, um morto.
Destruição causada pelas chuvas na região Serrana do Rio de Janeiro
 O INICIO DE 2012 CASTIGA O ESTADO DE MINAS GERAIS
As chuvas que castigam o Estado de Minas Gerais já deixaram 52 cidades em situação de emergência desde outubro, de acordo com o último boletim da Defesa Civil. Ontem, mais cinco cidades (Itabirito, Brumadinho, Congonhas, Raul Soares e Guiricema) decretaram situação de emergência por conta das chuvas.
O município de Itabirito sofreu com inundações causadas pelo transbordamento do Rio Itabirito, atingindo a área central e os bairros São Geraldo e Lourdes. A cidade de Brumadinho também está na mesma situação. O transbordamento do Rio Paraopeba atingiu várias localidades do município.
Em Raul Soares, o transbordamento dos rios Santana e Matipó e do córrego de Ubá, que cortam o município, bem como o grande volume de precipitações ocorridas nos últimos dias, deixou estragos e prejuízos na cidade. Em Congonhas, a chuva contribuiu para elevação dos níveis dos rios Maranhão e Santo Antônio, que transbordaram e ocasionaram inundações em grande parte do município.
A última cidade a decretar situação de emergência é Guiricema, por conta da elevação do nível do Rio Bagres, que transbordou atingindo as áreas urbana e rural, deixando residências e estradas rurais danificadas e prejudicando o tráfego de pessoas e veículos.
Maior enchente dos últimos anos castiga Muriaé (MG) - Minha cidade Natal
Rodoviaria de Muriaé debaixo d'água
Balanço:
No total, 108 municípios foram atingidos pelas tempestades durante o período, afetando 2,1 milhões de pessoas. Destas, 9.365 pessoas estão desalojadas e outras 404 estão desabrigadas. Por conta das chuvas, quatro pessoas morreram desde outubro.
Outras duas vítimas fatais, ainda não confirmadas, podem elevar o número de mortes no Estado. Segundo a Defesa Civil estadual, um soterramento atingiu a rodoviária de Ouro Preto, que desabou, na madrugada de hoje. Dois táxis também foram atingidos, assim como os motoristas, que ainda não foram socorridos, de acordo com a Defesa Civil.  
EM TODO O BRASIL (2012)
No inicio deste ano (2012) as chuvas continuam a atingir parte das regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte do País hoje, de acordo com o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC).
A ZCAS (zona de convergência do Atlântico Sul) continua gerando muitas nuvens e fortes pancadas de chuva entre o leste do Amazonas e o Espírito Santo. Nestas áreas permanecerá a chance de chuva intensa. Nas demais áreas do Norte do País haverá nebulosidade variável e pancadas de chuva isoladas e localmente fortes, principalmente a partir da tarde.
No leste da Bahia, e entre o leste do Paraná e o nordeste de Mato Grosso do Sul, a chance de chuva será menor. Entre o sudeste de Minas e o sudeste de Mato Grosso haverá pancadas de chuva a partir da tarde. Nas demais áreas do Brasil o sol predominará. Temperaturas estáveis.

2 comentários:

  1. Você foi testemunha ocular desta catástrofe e felizmente saiu ileso. Só quem passa por esta situação sabe o desespero das vítimas dos descasos públicos. É degradante a vida dos caminhoneiros que são obrigados a trafegar nas rodovias ainda sem pavimentação. Nosso país está completamente abandonado.

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  2. Verão no sudeste, tempo de chuvas. Sistematicamente, também, tempo de enchentes, casas desabando, pessoas desabrigadas e, às vezes, até mortes. Certamente, neste momento, se discutem soluções, se anunciam investimentos e novas regulações, se buscam culpados… Neste debate, a “falta de planejamento das cidades” sempre aparece como a grande responsável pelos desastres. No Rio de Janeiro (histórico acima) é crônica da morte anunciada. As autoridades sabem que vai acontecer e não tomam medidas mitigadoras.

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