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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

VINTE CASOS DE CÂNCER REGISTRADOS NA FRANÇA RELACIONADOS A IMPLANTES MAMÁRIOS PIP

Vinte casos de câncer foram registrados na França em mulheres que usaram implantes mamários da polêmica empresa PIP, anunciou nesta sexta-feira a Agência de Produtos Sanitários (Afssaps).
Até 28 de dezembro, foram "registrados 3 casos de linfoma, 15 casos de adenocarcinoma mamário (a forma mais frequente de câncer de mama), um caso de adenocarcinoma de pulmão e um de leucemia aguda mieloblástica", segundo a agência, que afirma, no entanto, que "no momento não se estabeleceu que estes casos de câncer são atribuídos aos implantes PIP".
Também foram registrados 16 casos de tumores malignos de mama, entre eles um de linfoma de mama muito raro, e quatro casos de tumores malignos que não afetaram os seios.
Segundo este novo balanço, 1.143 rupturas de implantes foram registradas na agência, assim como 495 casos de reações inflamatórias.
Nas 672 extrações preventivas de próteses registradas na Afssaps, 23 rupturas foram descobertas e 14 casos de transpiração do silicone.
Cerca de 30 mil mulheres utilizaram implantes da empresa Poly Implant Prothèse (PIP), que utilizou de maneira fraudulenta um silicone não autorizado, irritante.
Estas próteses também eram vendidas no exterior, às vezes com outra marca, e entre 400 e 500 mil mulheres teriam recebido este tipo de implante no mundo, das quais 40 a 50 mil no Reino Unido.
O fundador da PIP, Jean-Claude Mas, de 72 anos, é investigado na França judicialmente "fraude com agravante" e "homicídios culposos".
Mais de 2.500 processos foram abertos em Marselha neste caso.
No Brasil, as autoridades sanitárias recomendaram às milhares de mulheres com próteses mamárias PIP a irem ao médico fazer avaliações clínicas.
Foram implantadas no Brasil cerca de 25.000 próteses mamárias desta marca, até sua proibição em abril de 2010, quando apareceram "as primeiras evidências de problemas", informou à AFP um porta-voz da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Foto de uma prótese de silicone produzida pela Poly Implant Prothese
após a retirada cirúrgica
Nos EUA existem problemas com próteses PIP desde 2000
A agência de saúde dos Estados Unidos (FDA) destacou violações graves no processo de fabricação das próteses mamárias PIP francesas em 2000, segundo uma carta enviada ao fundador da empresa.
As próteses Poly Implant Protheses (PIP) estão no centro de um escândalo que envolve outros tipos de implantes mamários com gel de silicone.
A FDA enviou de 11 a 17 maio de 2000 um de seus investigadores à fábrica da PIP, na localidade de La Seyne-Sur-Mer, sul da França, para inspecionar o processo de produção próteses.
A missão detectou que os implantes mamários foram "adulterados", segundo a carta da FDA, à qual a AFP teve acesso. O texto menciona 11 violações dos métodos utilizados, locais e instalações que não se ajustam às práticas de produção de referência.
A FDA cita "a incapacidade para estabelecer e manter procedimentos para a verificação" do cumprimento dos objetivos de qualidade da prótese.
O inspetor da FDA também criticou a PIP por não ter informado a agência americana, como exige a lei, sobre a existência de centenas de denúncias na França a respeito das próteses entre janeiro de 1997 e 2000 e em pelo menos outros 20 países no mesmo período.
Quase 30.000 mulheres na França se submeteram a implantes de próteses mamárias da marca PIP, uma empresa que, até a falência em 2010, exportou o produto a mais de 60 países.
Boa parte da produção foi exportada a países da América Latina (especialmente Venezuela, Brasil, Colômbia e Argentina): 58% das vendas em 2007 e 50% em 2009.
Ruptura de implantes PIP é maior que o previsto
O principal grupo britânico de cirurgia estética, Transform, registrou uma taxa de ruptura dos implantes de mama encomendados à empresa PIP "sete" vezes maior que as estimativas divulgadas até agora no Reino Unido, informou o Sunday Telegraph.
Essas cifras explicam a decisão das autoridades britânicas de abrir uma investigação sobre os riscos das próteses PIP, fabricadas na França e que estão no centro de um escândalo mundial.
A PIP chegou a produzir 100.000 prótese ao ano, exportando 84% da produção, principalmente para a América Latina (Venezuela, Brasil, Colômbia e Argentina, principalmente), Espanha e Grã-Bretanha, mas no começo de 2010 a firma entrou em colapso ante as reiteradas denúncias de rupturas de suas próteses.
Segundo o Sunday Telegraph, desde 2006, um em cada 14 implantes colocados pela Transform partiu-se.
Implante mamário PIP, em 30 de dezembro de 2011,
no centro de produção de La Seyne-sur-Mer
 Aditivo para combustíveis detectado nas próteses
Um aditivo para combustíveis foi detectado no gel das próteses mamárias defeituosas da empresa francesa PIP, que estão no centro de um escândalo mundial, revelou a rádio RTL, enquanto os advogados das vítimas pedem mais análises da Agência Francesa de Segurança Sanitária.
Segundo a emissora, as próteses de Poly Implant Prothèse (PIP) continham uma mistura de produtos encomendados de grandes grupos de química industrial que nunca foram objeto de testes clínicos sobre uma eventual nocividade para o organismo humano.
Entre os produtos estava um aditivo para combustíveis, Basylone, assim como Silopren e Rhodorsil, utilizados na indústria da borracha. Aparentemente, tais produtos provocaram a ruptura dos implantes.
"Segundo a Afssaps (Agência Francesa de Segurança Sanitária dos Produtos de Saúde), sabiam que era um gel impróprio, mais utilizado no setor alimentar e de informática", declarou à AFP o médico assessor de uma associação de mulheres que utilizaram próteses PIP, Dominique-Michel Courtois.
"Não era possível imaginar que o gel pudesse conter aditivo para combustíveis. É por isto que pedimos análises de próteses retiradas diretamente nas pacientes", declarou um dos advogados das demandantes, Philippe Courtois.
De acordo com Courtois, as análises da Afssaps foram feitas apenas em próteses apreendidas no estoque da empresa PIP em março de 2010.
De acordo com o advogado, também devem ser feitas análises no exterior, depois da revelação na imprensa britânica de uma taxa de ruptura das próteses PIP muito mais elevada na Grã-Bretanha.

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