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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

FALAR MAIS RÁPIDO NEM SEMPRE É MAIS EFICIENTE!


Línguas que são faladas mais depressa têm uma menor densidade de informação
As línguas precisam de mais ou menos tempo para contar a mesma história
Um estudo recente sobre a taxa de informação do discurso de sete línguas conclui que há uma variação considerável na velocidade em que línguas são faladas, mas muito menos variação no grau de eficiência dessas línguas em comunicar a mesma informação.
O estudo intitulado A cross-linguistic perspective on speech information rate é da coautoria de François Pellegrino, Coupé Christophe e Marsico Egidio, da Universidade de Lyon e do Centro Nacional de Investigação Científica (CNRS, na sigla francesa).
A investigação trás um novo ponto de vista sobre o modo pelo qual as línguas garantem uma comunicação eficiente da informação.
Para realizar o estudo, os investigadores basearam-se em 20 textos curtos (cada um composto por cinco frases) traduzido em sete línguas (chinês, inglês, francês, alemão, japonês, italiano e espanhol) e pronunciados por cerca de 60 falantes nativos.
Segundo François Pellegrino, os resultados sugerem que “as línguas precisam de mais ou menos tempo para contar a mesma história”.
No estudo, por exemplo, “os textos falados em inglês são muito mais curtos do que os seus homólogos japoneses. Apesar dessas variações, há uma tendência para regular a taxa de informação, como mostrado pela forte correlação negativa entre a taxa silábica e a densidade da informação”. Ou seja, as línguas que são faladas, mais rápido (que têm uma maior taxa silábica) tendem a conter menos informação em cada sílaba individual (têm uma menor densidade de informação).
“Os resultados mostram que são possíveis diversas estratégias de codificação. Por exemplo, o espanhol é caracterizado por uma taxa rápida de sílabas de baixa informação, enquanto o mandarim apresenta um ritmo silábico mais lento com sílabas mais informativas”, descreve o cientista.
Além disso, os investigadores descobriram “uma forte relação entre a densidade de informação das sílabas e a complexidade da sua estrutura linguística”, acrescenta.
Estes resultados confirmam a existência de diferentes formas linguísticas de ‘empacotar’ informações em sílabas que, eventualmente, interagem com a velocidade de leitura real para resultar numa tendência em direcção a uma taxa de informação uniforme.

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